2017 is coming

2017 is coming

2017 está apenas a 15 dias de chegar mas as perspectivas não são as melhores. Pelo menos para a política do Brasil.

Desde 2015 nós estamos vivendo um tempo muito estranho no Brasil. Parece que alguma coisa deu errado ali no meio do caminho entre 2014 e 2015. E tudo o que a gente julgava impossível de acontecer, tudo o que achávamos superado resolveu dar o ar de sua graça. E parece que tudo se inverteu.

Tem umas coisas que a gente não tem como entender, mas podemos perceber. E percebi que as coisas começaram a dar errado quando deixamos a racionalidade de lado e a substituímos pelas emoções e crenças. Invertemos alguns valores fundamentais e agora estamos muito perdidos. Eu, pelo menos, sinto assim.

Para essas inversões, a Oxford deu o nome de Pós-verdade. Eu já falei sobre ela antes, mas é bom a gente lembrar que o que estamos vivendo hoje é apenas uma inversão de valores que fomos levados a aceitar para fazer valer um ponto de vista dominante da mídia e, disso, da própria política.

Demos espaço a crenças que nos venderam como verdadeiras. Mas elas não eram. Estavam contaminadas com o ódio, com o preconceito e a segregação. Não pensávamos que esse clima que estourou no Brasil em 2013 e atingiu seu ápice em 2016 iria tão longe. Achávamos que já tínhamos visto tudo em 2015.

E isso nos leva a acreditar que 2017 não vai ser diferente do que tem sido 2016. Os cenários não são nem um pouco promissórios. A crise que estamos vivendo não é meramente financeira ou política, mas é moral também. Assistimos passivamente pessoas que tentam se dar bem mesmo estando erradas.

Inversão de valores tem levado a um caos político

Só ontem, por exemplo, vimos o caso do deputado Jean Wyllis que mesmo provando a fraude de seu acusador pode ser punido. E seu acusador pode se sair vitorioso. Mesmo sendo o culpado e com a fraude dele comprovada pela perícia. É triste demais vermos isso. Estamos invertendo tudo.

Outro exemplo que vemos são as tentativas de se proteger o grupo político que hoje é o inquilino do Planalto. As delações comprovam bem que eles deveriam ao menos ter a dignidade de renunciar a seus cargos e deixar as investigações. Falam que acreditam nas instituições. Mas não as seguem. E nem as obedece.

Diante de um plano de governo não eleito por nós, o quadro pra 2017 é assombroso com as próximas reformas trabalhista e previdenciária. Nos querem matar de trabalhar ao mesmo tempo que querem tirar o nosso direito de se aposentar ao fim da nossa vida.

E eles mesmos se aposentaram cedo. Bem cedo. Mas não largam o osso. Estão lá, ocupando cargos, ganhando salários altos e pensando em todo esse pacote de maldades. Agora, por exemplo, teremos mais impostos. Agora sobre os serviços de streaming como Netflix e Spotify. 

E em 2017 eles tentarão mais ainda. As promessas de 2017 não são as melhores. Mas nós não sabemos sequer o que esperar disso tudo. Não sei vocês, mas eu não tenho muito o que esperar de 2017. De verdade. Pra esse futuro próximo, já podemos esperar mais instabilidade. Ainda mais se as coisas forem como temos visto.

Crise econômica e muito mais além

Em dezembro, por exemplo, já vimos o Banco central americano aumentar a taxa de juros de lá. Anteciparam-se à crise da Rússia. E Isso apenas um dia após aprovada a PEC55. O ajuste proposto por ela se tornará inviável. Fizeram, prometeram mundos e fundos, mas não teremos nada. Quando muito, teremos uma fuga de capitais.

As delações da Odebrecht e em breve a de Eduardo Cunha vai nos levar a outra situação de instabilidade política. As pressões devem aumentar sobre o atual presidente. E não duvidem que o improvável possa acontecer. Especialmente quando seus aliados descobrirem que não terão nada daquilo que prometeram.

2017, mesmo, não tem ainda presságio que as coisas sejam melhores que 2016. Até por que ainda teremos os desdobramentos referentes aos acontecimentos atuais. Tenho até medo do que nos espera. Precisaremos, antes de ter paciência, bastante discernimento.  E que as coisas, ao menos, possam terminar bem.

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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