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acontecimentos de abril marcaram

Ainda to perdido em meio a tantos acontecimentos. Mas pelo menos dois deles me chamam a atenção. E preocupam.

O mês de abril de 2017 certamente vai ser bem memorável. Não por causa de termos tido 2 grandes feriadões – o que já seria motivo de felicidade pra quase todos. Mas pelos fatos políticos que ele trouxe. Não gosto muito de falar de política. Mas não há como mencionar que a ultima semana foi bem agitada nesse período. E, obviamente, não pelo melhor dos motivos. Vimos uma reforma trabalhista avançar como um trator sobre os trabalhadores. E uma greve que colocou o país todo em espera.

Ok, pra mim não faz muita diferença. Eu não trabalho e não tenho atividades remuneradas. Não ganho dinheiro pra fazer o que eu faço. Pra mim, antes dessa mudança toda, as coisas já estavam difíceis. Passei anos procurando empregos. Mas no Brasil nada funciona sem ter uma indicação. E eu não tive lá muitas indicações. Mas, o fato é que se pra mim já não tava bom antes, agora tampouco ficará. Mas eu não posso centrar o problema do país apenas no meu exemplo. Ele já não é o melhor possível.

O fato é que as coisas ficaram bem sérias. A mudança proposta pela reforma trabalhista do atual governo é bem profunda e ultra-liberalizante em vários sentidos. Mudanças que visam modernizar acabaram se tornando mais um problema do que a solução que estava sendo proposta. E o problema não estão nas propostas em si. Eu, pessoalmente, acredito que a gente deva discutir algumas mudanças. Até por que as próprias relações de trabalho mudaram ao longo de 70 anos.

Mas o fato é que as reformas foram feitas a toque de caixa, sem nenhuma discussão com a sociedade e sem nenhuma participação do principal envolvido e afetado em todo o processo: o trabalhador!

E agora está chegando ao nível em que explicitamente os meios de comunicação estão envolvidos diretamente no processo de fazer o trabalhador acreditar que está tudo bem decidirem o futuro dele sem a participação dele. Até Silvio Santos, que sempre optou por manter-se distante do jogo político, entrou nele. E arriscando todo o negócio dele nisso.

Na ultima sexta de abril vimos a greve geral convocada pelos sindicatos acontecer. E mesmo que ela tenha parecido ser de baixa adesão no começo do dia, em várias cidades houveram atos que encheram. Isso pode ser bem decisivo para alterar os rumos. Ou ao menos fazer com que os principais envolvidos sejam ouvidos. É um momento que, certamente, será bem lembrado lá na frente.

Jamais pensei que eu veria acontecer no Brasil atual coisas que eu estudei na escola quando eu estava na sétima ou oitava série. Nos anos 90. Após 20 anos de ditadura militar finalmente estávamos vivendo a nossa liberdade. E hoje parece que é isso que querem tirar de nós. Eu já vivi todo esse período. Nasci no ano em que o Brasil finalmente voltou a ser um país livre. E abrir mão disso é algo que a minha geração não está disposta a ceder nenhum milímetro.

E isso envolve basicamente tudo o que de retrocesso o atual governo vem instalando no Brasil. Eles passarão. Mas a luta ficará.

 

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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