Há um padrão para as coisas: elas sempre tendem a piorar

Quem gosta muito de séries de humor já deve ter percebido uma citação muito usual para situações onde a vergonha e o embaraço dominam a cena. Costumamos rir delas, mas elas acabam trazendo alguma coisa boa para quem assiste: de fato, as coisas pioram antes de melhorar.

A situação do Brasil de hoje é um tremendo embaraço. Não só pela forma como as coisas tem se dado, mas pela forma como as mídias hoje estão distorcendo os fatos para passar apenas aquilo que as interessa.

Só hoje, já li vários artigos em jornais internacionais descrevendo todo o problema em que estamos envoltos e sem nenhuma chance de melhora em médio ou curto prazo. Talvez nem no longo prazo. Se falarmos em termos de 2 ou mais anos a contar de hoje.

Para muitos, o que parecia ser a solução se transformou em um problema maior: não há solução.

O que parecia ser a melhora, se transformou, repentinamente, em decepção.

É muito aterrador o que estamos vendo acontecer. E muito mais aterrador ainda é saber que nenhuma das soluções apontadas vai resolver.

Uma nova eleição pode ser uma solução. Mas não podemos fechar os olhos e achar que ela, por si só resolverá tudo. Não vai. Pode apenas amenizar.

O que vimos no dia 17 de abril e do que estaremos nos preparando para ver no dia 12 de maio deixaram claro o verdadeiro epicentro dessa crise toda: o congresso.

A tendência em se culpar o executivo é, ainda, um resquício da monarquia que precisamos urgentemente mudar na nossa cultura. Nem toda a crise começa no executivo. De fato, a maioria começa no congresso. Tirar um presidente não vai atingir o epicentro dessa crise toda.

Vai apenas mascarar o que nós já sabemos há muito tempo. Mas que insistimos em apontar o dedo na direção errada.

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.