Previsões as vezes falham, mas as vezes dão certo. E o futuro que se projeta não é dos melhores.

E, não, não vou falar de política. Pelo menos não como se poderia pensar: falando bem ou mal de algum nome ou político diretamente. Acredito que não precisamos disso e que todos no Brasil são capazes ao menos de entender algumas coisas mais básicas que estão acontecendo aqui e lá fora e, em certo ponto, até onde isso nos afeta.

E, sim, o que temos de pensar é que não estamos isolados no mundo. E que os acontecimentos do norte também afetam o sul. E isso nós vimos essa semana um exemplo bem claro disso quando, após o anúncio do resultado das eleições americanas que culminaram com a vitória de Donald Trump, as bolsas dispararam. E o dólar passou de uma média de 3,1 para 3,5. Pode parecer pouco, mas tem efeito imediato. Especialmente sobre o que você consome no dia-a-dia.

Sim, as variações da moeda americana são um índice de referência para negociação internacional. Não é um índice fixo, uma vez que as valorizações ou desvalorizações da moeda americana com relação ao real envolvem volume de negócios bem mais complexos do que simplesmente a mídia diz pra você todo dia. Mas vou resumir: muito do que consumimos diariamente tem matéria prima importada ou de preço baseado nessa variação do dólar. E é por isso que essas mudanças no norte afetam o sul.

Não pretendo falar sobre economia. Até por que disso eu entendo bem pouco. Mas me interessa que você entenda que algumas decisões políticas podem ter efeitos de longo prazo bem mais fulminantes e desestabilizadores. Todavia, são decisões que mesmo legítimas de um povo de um país, não parecem ser as melhores. Ou o momento em si não ajuda ou não quer ajudar.

Não cabe aqui julgar se a eleição de Donald Trump foi a melhor escolha. Isso só o futuro dirá.

O futuro depende desse homem

Donald Trump em The Aprenttice, reality show que ele comandou no começo dos 2000.

Mas podemos entender que seus efeitos imediatos também estão sendo bem imediatos e instantâneos. Basta apenas uma pequena saída no mercado para entender que a variação dos preços nos últimos dias tem muito a ver com todo esse efeito dominó internacional. E ele vem cheio de ruído e incertezas por que não sabemos exatamente quem é o Sr. Trump fora do personagem.

As referências que temos dele é dos programas que ele fez na televisão – e aí é de onde vem a associação dele com a imagem de alguém competente e um administrador responsável. Mas não vamos esquecer que ele mesmo já enfrentou a falência duas vezes antes de chegar ao estágio atual. Talvez isso sirva no mundo empresarial que vive a vender a imagem de superação, mas provavelmente não interessa a assuntos de governo.

Todavia, ainda não sabemos o que esperar de um futuro próximo. E um cenário, no entanto, ainda é bem indefinido. Mas é provável que a turbulência que começou em 2015 se aprofunde mais em 2017, especialmente pela conjunção de fatores nacionais e internacionais e suas implicações na economia e na própria política de acordo com os interesses em jogo.

Para 2017, no Brasil, se projeta mais uma mudança no executivo. E isso deve só corroborar para esse cenário se tornar mais caótico. Esses tempos estão bem conturbados, mas há uma luz no fim do túnel. Só precisamos enxergar um pouco mais no futuro pra ver melhor. E, aí, começar a tomar os caminhos que nos levarão para o fim de toda essa confusão.

 

 

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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