Pesquisa indica que o número de evangélicos no Brasil estagnou. E isso é um bom sinal.

Muitos de nós ficamos apreensivos do que seria um futuro dominado pelos evangélicos no Brasil. Não tenho preconceitos sobre essa religião. Mas seus posicionamentos ultra-conservadores afetando a minha vida, sim, eu tenho muitos problemas. Já sabemos o que acontece em uma sociedade dominada por religiosos no poder.

Nos assustamos com a arrancada conservadora que vimos o Brasil tomar a partir de 2014 e vimos figuras como Silas Malafaia passarem a influenciar a política e políticas públicas, fazendo lobby. Especialmente com relação a projetos de interesse evangélico como o estatuto da família.

Evangélicos estagnaram

Cai o número de católicos mas isso não aumenta o de evangélicos.

Essa lei, aliás, é completamente desnecessária e sem o menor valor. Mas serve pra atingir o objetivo de religiosos ao excluir casais homoafetivos e outras formas de família do que se pode ser considerado legalmente uma família e protegido pelo estado.

Os lobbys dos pastores e a influencia maléfica deles em várias questões que já se tem entendimento completo por lei vem prejudicando muita coisa que já deveríamos ter avançado socialmente e na saúde pública. Achamos que os evangélicos tinham enorme poder, supervalorizamos demais o que não deveríamos.

A pesquisa DataFolha e Ibope de hoje prova-nos que não.

Os evangélicos não tem o poder que eles acreditam ter. O número de católicos diminuiu mas isso não aumentou o número de evangélicos. A boa notícia é que os não-religiosos e espiritualidades alternativas mais que dobraram em seis anos.

E isso nos dá um alento. E nos mostra que o poder evangélico é pequeno. E é nisso que temos de focar. De repente o futuro parece ser um pouco melhor apenas por saber que dificilmente teremos uma religião controladora querendo definir políticas públicas e legislando sobre as nossas vidas.

Marieta Severo já havia dito isso antes. Mas, agora, parece que ela estava certa. Não devemos ter preconceitos contra religiões. Eu não prego isso pra vocês. Acredito piamente que religião é algo de caráter pessoal. E devemos respeitas as crenças das pessoas. Independente de quais sejam.

Mas devemos sempre lutar para termos garantida a nossa liberdade religiosa, devemos ter assegurados que nós temos nosso direito a crenças. Ou de não ter nenhuma crença. No final, só iremos nos desenvolver como sociedade realmente tolerante quando conseguirmos respeitar-nos uns aos outros.

Sem precisar impor-lhes alguma religião ou crença. E, se assim for, mesmo que demore, chegaremos lá.

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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