Evangélicos continuamente querem ditar regras de com quem podemos ou não casar. E nos tirar direitos se assim puderem.

É cansativo ver como a gente não consegue avançar no mínimo de civilidade e justiça. E tudo por que os evangélicos no congresso, de novo, querem proibir que a gente possa casar com quem quiser. Isso por que eles precisam se intrometer na vida das pessoas. Evangélicos se preocupam bem mais com a vida alheia do que a própria vida e ignoram as próprias hipocrisias para provar que eles e, apenas eles, estão certos.

É o que os pastores pregam semanalmente em seus púlpitos. É o que eles praticam diariamente quando algo que eles acreditam que é errado na visão deles deve ser combatido com toda a força da expressão de fé deles e, se possível, escrever isso na lei civil que valerá a todos nós. Evangélicos, não evangélicos, católicos, umbandistas, ateus, agnósticos, gays, héteros, bissexuais, transsexuais. A sociedade inteira, se isso resumir melhor.

Não ha entre os evangélicos o menor respeito pelas liberdades civis que não os interessa.

A cruzada anti-gay promovida pelos deputados da bancada evangélica – na Câmara e no Senado – lembra bem os discursos do Malafaia nos programas de televisão que ele adora falar. Não foi por acaso que em 2015, Ricardo Boechat mandou-0 ‘procurar uma rola” e parar de incomodar a vida alheia. Malafaia e vários outros líderes evangélicos tornaram-se conhecidos do grande público não por pregar o amor de Jesus ou as virtudes do cristianismo.

Se tornaram conhecidos pelo grande público por pregarem ódio e preconceito contra tudo aquilo que o pastor da igreja acredita que é errado. E isso, obviamente, é uma salada mista. Não há um consenso sobre muitas coisas. Mas o ódio a comunidade LGBT é praticamente algo universal entre todos eles. Isso é algo que realmente é muito triste. Quem deveria pregar a palavra de amor e tolerância usa o nome de Jesus para espalhar o ódio e a intolerância.

evangélicos

Evangélicos precisam provar que eles são os únicos certos mesmo que precisem pregar o ódio para isso

No Senado, Magno Malta quer levar para o plenário os nossos direitos justificando que isso é uma afronta para a família “tradicional”. É um acinte e um desrespeito com toda a sociedade. A família dita “tradicional” é apenas um dos modelos de família que imperam no Brasil. Existem milhares de modelos de família que não são aquilo que eles pregam, E muito desses modelos de família são assíduos frequentadores dessas igrejas. Me espanta que eles não se sintam excluídos. Ou acreditem que só há um modelo “escolhido por Deus”.

Somos todos humanos. Nenhum de nós deveria ser categorizado por suas crenças, preferências sexuais ou religiosas. Nenhum de nós deveria ser objeto de ódio por gostar de alguém do mesmo sexo. Não queremos destruir nenhuma família. Apenas queremos ter o direito de que a nossa família exista e seja reconhecida pela lei do estado, pelo direito civil assim como a própria justiça já reconhece desde 2011. Há 6 anos atrás.

O mundo não acabou por que dois homens ou duas mulheres se casaram perante a lei civil. O apocalipse pregado pelos evangélicos não aconteceu. E dificilmente acontecerá. Por que, como eles dizem, é algo da “vontade de Deus”. Ao que parece a vontade dele é outra. E esses deputados, senadores, pastores, líderes religiosos não entenderam. Ou se entenderam, se negam a espalhar. Por que o medo é muito mais lucrativo que viver sem ele. Sem medo as pessoas são livres e felizes. E isso é algo intolerável pra quem sonha em controlar toda a sociedade.

Comente com Facebook

Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

Deixe uma resposta