O Facebook é muito bom. Mas as bolhas sociais dele não ajudam a perceber que existe outro mundo fora delas

Já tem alguns dias que venho tentando escrever sobre o Facebook. Aliás, tá na minha lista de rascunhos desde o dia 8 de outubro. Sim, há 9 dias. Nem sempre é fácil falar do Facebook. Tenho com ele uma relação de amor e ódio. É, talvez, o site que eu perco mais tempo acessando do que qualquer outro. Incluindo o meu próprio site. E isso não está certo. Mas também é difícil mudar.

Mas vamos aos fatos do por que eu acho o Facebook a melhor pior coisa da nossa vida online.

O Facebook chegou por aqui em 2007, mais ou menos. Não era muito popular, é verdade. A gente tinha naquela época o Orkut, a primeira rede social que eu usei entre 2004 e 2008. Foram 4 anos usando Orkut. Saí de lá por que estava cansado. O Orkut foi uma rede social que causou enorme frisson na época que teve maior relevância. Era impossível não achar aquele seu amigo de anos no Orkut.

O Facebook ocupou a onipresença do Orkut e os aspectos negativos dele também vieram junto.

Até que o Facebook virou o jogo. Na verdade, contando com uma ajudinha dos aplicativos móveis. O grande boom de crescimento do Facebook tem sido os aplicativos para Android e iOS. A alta popularidade dos smartphones trouxe consigo a atual presença massiva do Facebook nas nossas vidas.

Em 2016 já não existe mais Orkut. Mas pelo Facebook, conseguimos encontrar as pessoas do nosso passado. E conhecer outras. É um lugar onde eu já tive boas experiências conhecendo as pessoas e trocando idéias pelo Messenger. Também já tive outras experiências ruins, mas isso é parte da vida. O fato é que isso só foi possível por que eu estou nessa rede. Mas também não há como negar que formamos uma bolha que não nos permite ver além do que queremos ver.

Todavia, o lado negativo tem sido as demonstrações de preconceito e discursos de ódio. As redes sociais tem esse poder também: expor os lados das pessoas. Me cansa ver pessoas em uma rede social mostrando sua vida quase que em tempo real querer dizer como as demais devem viver ou ser.

Não sei se tenho sorte por ter nos meus quase 1000 contatos no Facebook pessoas que também querem um mundo melhor, tanto quanto eu. Seja ele online e offline.

Então se você está no Facebook usando essa rede para espalhar seus medos e preconceitos, pense que as vezes isso pode ser algo que você precise lidar com profissionais. E se você está lá com discursos de ódio, por favor, não seja essa pessoa.

Prove que ainda há humanidade em você.

Comente com Facebook

Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

Deixe uma resposta