O dia dos namorados foi uma data arbitrária criada pelo comércio para vender mais. Mas ela também é um momento para refletir sobre histórias de amor.

No dia 12 de junho o que eu mais vi na minha timeline do Facebook foram fotos de casais apaixonados ou compartilhando as suas histórias de amor. Sejam eles héteros, homo. Pra mim, amor não tem idade nem tampouco sexo. O amor é uma energia que realmente transforma vidas e as vezes a gente nem sempre consegue observar no nosso cotidiano. Histórias de amor sempre me interessaram. Estudei cinema. Adoro literatura. Não existem boas histórias sem um romance por trás. As maiores obras literárias sempre envolvem uma perseguição por amor. Os melhores filmes também.

Histórias de amor são algo que sempre se repetem. São algo comum na mídia. Toda novela, série, filme, livro, etc, isso é um dos principais panos de fundo para o desenvolvimento de uma história. As vezes achamos que o que vemos não é real. Mas isso acontece por que idealizamos demais com o que vemos na mídia e esquecemos que isso não vai acontecer na vida real ou nem do mesmo jeito que a encenação midiática. E isso é um momento que eu acabei me pegando hoje e refletindo.

Ao ver as histórias de amor de vários amigos – gays e héteros – eu me dei conta que eu tenho vivido isso há uns 5 anos. Não vou dizer o nome dele. Não é a hora pra isso. Mas se ele ler ele vai saber que se trata dele. E eu estava ignorando que há uma história de amor que também é tão bonita quanto as que eu vejo no cinema ou nos livros. Isso é algo que impulsiona a vida. Mas as vezes agimos sem pensar por medo ou imaturidade. Levei tempo para entender isso. E hoje isso faz sentido pra mim. Apesar de eu ter uma vida centrada e ser reservado quanto a minha vida pessoal, eu nunca achava que havia necessidade de expor esse lado para as pessoas.

Mas histórias de amor precisam, sim, ser vividas. Não na distância que nos separa. Mas no convívio diário. Conversar pelo Whatsapp, Messenger, Facebook ou demais redes sempre são um alívio quando estamos fisicamente distantes mas ligados por outros meios. Todavia, a presença física se faz importante. E isso eu ainda não tive a oportunidade de conviver. Isso me dá várias sensações de insegurança. Completamente sem necessidade. Mas é assim que as coisas acontecem quando alguém tem uma ansiedade que nem sempre consegue controlar.

histórias de amor

histórias de amor que precisam ser vividas e transformam vidas.

Mas eu não preciso dizer mais sobre isso. Essas histórias de amor que eu aprendi e vi que eu também tenho vivido me fazem pensar que o amor é algo que a gente cultiva diariamente, que a gente quer estar com alguém por vontade própria mesmo que as vezes queira matar aquela pessoa quando estamos com raiva.  Ou quando a gente mesmo cansados, ainda damos atenção para saber como foi o dia. Mesmo que a gente esqueça do nosso. É querer desistir as vezes mas não desistir por que sabe que não consegue viver sem aquela pessoa. São tantas coisas que a gente não considera. As vezes passamos por cima delas por elas parecerem triviais. Mas não é assim. E nem deveria ser.

Eu sei que eu tenho um caminho para atravessar e transformar muita coisa em realidade. E sei que haverá a hora adequada pra isso. Até lá, eu estarei preparando-me. Aprendendo a cada dia como ser uma pessoa melhor. Não apenas para mim mesmo. Amar a si mesmo é a melhor forma de amar outra pessoa. Se você está feliz consigo mesmo, você está pronto para enfrentar o mundo. Mesmo que não queiram entender. Ou aceitar. Sempre digo que se não aceitamos alguém como ele é, temos de respeitá-lo pelo que é. Tolerância e benevolência são qualidades que deveriam ser melhor cultivadas. Especialmente entre a comunidade LGBT.

Escrever sobre isso mesmo me colocando exposto serve para aclarar as coisas pra mim. E para registrar que eu admiti pra mim mesmo que aquilo que eu pensava que não ia acontecer comigo já acontecia há muito mais tempo sem eu perceber. Histórias de amor são para ser vividas. E elas precisam disso. Elas são como organismos vivos, maiores que nós mesmos. E que as vezes nem nós temos controles sobre elas.

E vou deixar aí abaixo uma música que talvez fale muito mais do que eu tenho a dizer com palavras.

 

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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