As empresas de telecomunicações querem impor limite a nossa internet. Mais especificamente, a Vivo.

A nossa internet sempre foi livre. De 2003 – quando começou a ter internet banda larga no Brasil – até hoje, as operadoras apenas cobravam pelo acesso a internet baseando-se apenas na velocidade de acesso. Quanto maior a sua velocidade, mais cara a sua conta seria. E, 14 anos atrás, tínhamos velocidades de 256kbps…

Velocidades maiores que 1MB são relativamente recentes. Datam mais ou menos de 2008 pra cá. Começaram com a internet móvel via 3G e, aos poucos, chegou na internet fixa. Lembro de, na época, fazer um uso extensivo do falecido MSN com chamadas de vídeo e conferências. O MSN era o precursor do whatsapp de hoje…

O fato é que vivíamos aqueles tempos com velocidades menores… E, obviamente, nosso consumo de dados naquele momento era bem menor. Isso mudou com a alta popularidade dos serviços de streaming de vídeo e de áudio, que, graças aos smartphones, se tornaram hoje um enorme desejo de consumo.

Com o tempo, entretanto, esses serviços passaram a fazer parte da nossa vida. E, também, passaram a incomodar a mídia tradicional. Especialmente os canais de TV, que se veem ameaçados com Netflix ou Youtube. Contra o Youtube, conseguem controlar a postagem de vídeo com conteúdo de suas produções por parte dos internautas. Isso fez com que os canais passassem a produzir maiores conteúdos e chegassem a popularidade que tem, especialmente entre os jovens.

Aliás, o maior público consumidor de internet hoje é o publico mais jovem.

As franquias que as operadoras querem impor são, em sua grande maioria, uma forma de censura para este publico.

Nos últimos dias, vimos uma mudança de postura das operadoras e do próprio governo: as franquias podem até ser vendidas desde que hajam opções ilimitadas, mantendo o modelo atual.

Por quanto tempo? Não saberemos ainda. O publico não aceitou. Mas o mercado ainda vai insistir.

 

 

 

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.