Oscar 2017

Gafe do Oscar 2017

 

O Oscar 2017 foi uma cerimonia morna e previsível sob vários aspectos e cometeu algumas injustiças.

Eu sei que tinha dias que eu não tava postando nada. Mas é por que eu estive ocupado de quinta até sábado. Mas me programei pra ver o Oscar 2017. E vi o Oscar 2017 de duas formas, uma na televisão, na TNT, que o exibiu com exclusividade. A Globo não exibiu por causa do carnaval.

A Outra forma foi acompanhando as lives do youtube, uma com o Felipe Neto e outra com o pessoal do Pipocando na TNT. As lives em muitas coisas eram superiores a própria transmissão da televisão. Gostei muito dos comentários do Gabriel Gaspar, que comenta os filmes no Pipocando. Era um dos melhores da noite.

Na TV, entretanto, eu achei algumas injustiças quando alguns prêmios saíram. Tivermos a surpresa com Animais Fantásticos e Onde Habitam, que reconta os eventos anteriores a saga de Harry Potter. Esse premio foi merecidissimo. Os figurinos desse filme foram os mais lindos possíveis para a época que reconstruíram a encenação.

Achei injusto que alguns filmes tenham levado prêmios onde outros eram muito melhores. Hidden Figures, por exemplo, eu achei um dos mais injustiçados. Um filme baseado em uma história real contando a biografia das mulheres que estavam por trás das missões da NASA. Filme maravilhoso que deveria ter ganho. Não ganhou.

Obvio que tivemos os momentos maravilhosos com a premiação de Mahershala Ali, que abriu a noite levando o prêmio de melhor ator coadjuvante. E Viola Davis com seu discurso maravilhoso ao vencer como melhor atriz coadjuvante. Seu discurso foi o mais emocionante de toda a cerimônia.

Os prêmios técnicos foram dominados por LA LA LAND, especialmente os que envolviam música como melhor música, melhor trilha sonora, fotografia e por aí vai. Era esperado que ele ganhasse tais prêmios, bem como era um dos favoritos para levar o de melhor filme.

Oscar 2017 e uma gafe desnecessária

Um dos maiores destaques dessa cerimônia foi o pesado tom político. Discursos e mensagens diretas ao atual presidente americano e seus planos contra imigrantes dominaram boa parte da cerimônia. Aliás, ao longo de todo o evento ficou clara a preocupação da Academy Awards de colocar o Oscar não apenas como algo americano, mas do mundo inteiro.

Tivemos, com isso, atores e diretores estrangeiros falando em seus próprios idiomas – como Lázaro Ramos e Seu Jorge falando sobre os melhores filmes que eles consideram. Vimos também a lembrança de inúmeros atores, diretores estrangeiros, especialmente latinos. Lembraram de Hector Babenco como as pessoas do cinema que faleceram em 2016.

A surpresa da noite, entretanto, estava no final. Apresentado pelos atores que deram vida a Bonnie e Clyde, o prêmio de melhor filme tinha concorrentes bem pesados e um resultado até então previsível. Vimos, entretanto, uma enorme gafe da Academia: anunciaram LA LA LAnd como vencedor desta categoria.

Em seguida, retiraram o prêmio dado a eles e os deram para Moonlight. Não que ambos não merecessem. Pelo contrário, deveríamos ter prêmios para todos os indicados. Todos os indicados são filmes maravilhosos. E que certamente serão vistos agora.

A cena lembrou bem aquela gafe do Miss Colombia em 2016. Foi desnecessário. Ficou feio. Soou até preconceituoso. Sabemos que foi uma forma de marcar uma posição. Mas ela teria sido muito mais emocionante se tivesse sido feita de primeira, no palco, com todos emocionados.

 

 

Comente com Facebook

Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

Deixe uma resposta