As redes sociais são um ótimo mecanismo para manter o contato embora elas tenham um problema: são voláteis.

Redes sociais são uma das melhores-piores coisas que já foram inventadas pelo mundo tech atual. Apesar de serem relativamente novas, as rede sociais já dominam quase que por completo as nossas vidas diárias. Quem aí não usa o Facebook, Messenger, Skype, Whatsapp, Instagram, Twitter, Snapchat para manter contato, explorar o mundo ao redor e ao mesmo tempo saber das notícias? Parece um mundo ideal, mas não é.

Do mesmo jeito que os aplicativos de encontros tornaram o sexo banal, as redes sociais também tornaram fizeram o mesmo. Sobretudo o Whatsapp. A popularização dessas redes vieram mais pela necessidade de diminuição de custos do que pela facilidade de uso delas. Nem todas são tão simples de usar, na verdade. Mas como não despendem de um custo maior – como mensagens SMS – as pessoas fazem um esforço de aprender a usar essas ferramentas. Elas criam até problemas com as operadoras.

O fato é que, sim, temos um problema com as redes sociais e, sim, não admitimos isso. Deveríamos. Assim facilitaria a maneira de como nós lidamos com ele. As pessoas se tornaram banais por causa das redes sociais. Ou, ao menos, aparentam ser assim quando fazem uso delas. Mas também acabam sendo muito motivadas pela pressa inerente ao mundo online. Se você demorar a responder a alguém sempre passa a impressão de que está ignorando alguém.

É verdade. Pode observar como você reage quando não respondem você do jeito que você queria que fosse respondido. Normalmente, somos tomados por um sentimento de urgência. Não queremos esperar, queremos tudo pra já, pra ante-ontem. Essa facilidade das redes sociais tornou a comunicação entre as pessoas muito banal. E muitas vezes permeada da necessidade de respostas o mais rápido possível.

Por causa disso, acabamos esquecendo que as pessoas do outro lado também tem seus afazeres. E nos zangamos quando não somos prioridade.

Redes sociais afastam e aproximam ao mesmo tempo

O uso de redes sociais aproximam e afastam ao mesmo tempo

Prioridade é a palavra certa pra definir esse sentimento. Nas redes sociais, nos sentimos exclusivos e únicos. As redes sociais não são diferentes das nossas vidas físicas. A maior diferença, no entanto, está apenas na facilidade que é se aproximar e manter contato. Nem sempre temos a coragem de fazer isso com desconhecidos quando estamos em um mesmo ambiente.

Na internet, essa parte, por certo, é a mais fácil. Mas é também a parte onde as coisas começam e, ao mesmo tempo, terminam. Conhecemos ou chamamos alguém para conversar, mas somos abandonados nos primeiros momentos de conversa. É como se fôssemos descartáveis ou desinteressantes. Não muito diferente das coisas no mundo físico.

Hoje mesmo, por exemplo, aconteceu algo do tipo quando alguém me chamou no Whatsapp e eu não pude responder. Quando eu peguei o telefone e olhei a mensagem, já havia sido bloqueado. Essa volatilidade das redes sociais, as vezes, são bem difíceis de lidar. Eu, pelo menos, não tenho muita paciência pra elas. Nem sempre eu estou com o telefone perto de mim. Ou mesmo estou usando um computador. Ou mesmo afim de conversar.

Todavia, isso não significa ser tratado como se fôssemos um objeto a ser descartado quando perdemos a utilidade. Não devemos nos sentir assim por conta das redes sociais. Elas deveriam ser um mecanismo simples de manter contato com nossos amigos e familiares e nos possibilitar conhecer pessoas novas.

E, talvez, precisamos aprender a ser mais pessoas mesmo usando as redes sociais e ser menos computadores quando as utilizamos. A forma como lidamos com as redes sociais dizem muito da nossa educação e personalidade.  E precisamos avaliar bem como demonstramos isso.

Por certo, não é descartando os outros que faremos das redes uma poderosa ferramenta de crescimento e engrandecimento pessoal. Se realmente não queremos manter contato ou não temos interesse em alguém, que sejamos educados e agir nas redes do mesmo jeito que agimos pessoalmente. É difícil, mas não impossível.

 

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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