Superficialidade do amor especialmente entre LGBTs é algo que sempre me intrigou.

A superficialidade do amor  ficou clara com os últimos acontecimentos. A internet ainda está comovida com a morte da esposa de Lula, Marisa Letícia, e sobre como o amor que os dois viveram por 43 anos era tão verdadeiro que a emoção vivida pela perda não deixou de ser sentida por quem estava de fora. E isso é algo que muitos querem viver.

Especialmente homens gays. Vou falar sobre o mundo gay por que é o que naturalmente eu conheço mais. Mas isso não se aplica apenas a ele, obviamente. O mundo gay é, ainda, muito dominado pela superficialidade de suas relações. E poucas delas chegam a ter a profundidade e a intimidade que se espera de uma relação afetiva.

superficialidade

superficialidade nos priva de conhecer pessoas interessantes

Superficialidade e relações auto-destrutivas que temos de evitar.

Muito disso obviamente tem a ver com a eterna busca pela perfeição, onde homens gays querem ter um corpo perfeito e essa busca acaba anulando muita coisa. Muitos homens deixam de conhecer outras pessoas apenas por que estão procurando outros iguais a si. E isso mostra como muitas oportunidades são perdidas.

Falo isso por experiência própria. Sei do que falo. É, sim, horrível estar do lado que é o rejeitado pelos padrões de beleza. Mas estar nessa posição é bom para entender como as relações afetivas tendem a ser superficiais se não são com quem queremos ou desejamos. E nos fecharmos para outras oportunidades que a vida nos dá.

Todavia a superficialidade do amor a que me refiro não se resume apenas ao aspecto físico. Na verdade, eu também me refiro a muitos que querem conhecer outras pessoas e falam aquilo que os outros querem ouvir sem que tenha alguma intenção de que essas  promessas sejam verdade.

Já vi muitos prometerem em conversas – e eu mesmo me incluo nisso – prometerem namoro, construir vida juntos mas que não chegam a se concretizar. Amor é algo que pode acontecer em um instante. É verdade. Mas é algo que também pode ser construído, dia a dia, com a convivência entre as pessoas que querem estar juntas.

Falo isso sobre como algumas relações se desenvolvem em uma rapidez que pra muitos é difícil entender. Inclusive pra mim. E é isso que precisamos entender para evitar que muita coisa recorrente aconteça. Como começar relações superficiais que normalmente são também auto-destrutivas.

E esse tema eu prometo falar sobre ele mais adiante. Por que isso é algo que eu também já vivi.

 

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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