A terceirização é, em poucas palavras, delegar a terceiros fazer uma tarefa que era sua. Mas nem sempre é assim.

Deixa eu explicar ou tentar dar uma explicação sobre a terceirização: quando uma empresa precisa lidar com todos os setores de seu negócio que envolve suas instalações físicas ou outras coisas, ela escolhe em lidar com parte disso delegando essa responsabilidade a terceiros. Eles se responsabilizam, por exemplo, pela segurança, limpeza ou logística.

Desde 2003, a justiça do trabalho havia feito uma regulamentação sobre esse tema, mas ela não tinha uma força de lei. Eram apenas recomendações. Tanto que isso sempre gerou um problema quando uma empresa terceirizada falia e seus funcionários não tinham a quem recorrer. Hoje, no entanto, a terceirização foi aprovada pelo congresso e isso evidentemente vai mudar a forma como as relações serão feitas.

Não, não acredito que, de cara, embora a lei aprovada preveja a possibilidade de terceirização completa de uma empresa, as empresas privadas vão mudar o direcionamento delas por hora. Não acredito que, de cara, elas demitirão seu corpo funcional para os recontratar como prestadores terceirizados. Isso deve acontecer, de fato, no setor público que se vê livre para contratar ou demitir sem a menor necessidade de concursos ou processos administrativos.

terceirização

Terceirização é um círculo também.

Necessidade não tem ideologia. Nem dinheiro.

Para alguns setores, como o meu, especificamente, a lei acaba sendo benéfica por regulamentar como essas relações se dão. No meio da comunicação, a prestação de serviços é algo absolutamente comum. Contratos de prestação com CNPJ e outras coisas assim são comuns. Não é bem o ideal, mas muitas relações de trabalho nesse meio se dão assim. A lei aprovada hoje apenas dará mais segurança sobre alguns contratos.

Não. Não defendo que hajam terceirizações a rodo. Terceirizações são trabalhos temporários. Não são trabalhos fixos. Eles servem para quem é prestador de serviços ou quem é autônomo. Mas não serve para quem procura estabilidade. Isso é algo que, infelizmente, vai ter outra mudança. Mas não tem nada a ver com essa lei que foi aprovada hoje.

Pra mim, pessoalmente, isso não mudará nada. Eu tenho meu CNPJ, o que me possibilita ter um domínio próprio e comercial na internet. Não ganho dinheiro e nem tenho trabalho remunerado. Mas eu to aí no mercado. Hoje me veio um pensamento sobre isso. Na necessidade, na doença, na fome não existe direita ou esquerda. Existe dinheiro. E dinheiro não vê ideologia. Viver pode até ser de graça. Subsistência, não. Essa é cara. E precisamos pagar por ela. Diariamente.

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Written by Israel Anderson

Jornalista por formação, cineasta por estudos e curioso por natureza. Internet por paixão.

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